Julgar ou amar?

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Por: Monica Santos

Quando eu fiz dez anos, percebi que julgava as pessoas mediante a sua força. Pessoas importantes, para mim eram fortes: Meu pai, todos os super-heróis, enfim, o mundo era dos fortes.

Quando eu fiz vinte anos, aí então comecei a julgar as pessoas pela sua aparência física. As pessoas belas eram importantes para mim: As meninas que eu queria, os caras que eu invejava. A estética era minha grande lente.

Quando fiz trinta anos, então o que me interessava era a grana! Era importante quem tinha dinheiro, poder! O resto era papo furado, conversa de perdedor, desculpas de fracassado.

Quando fiz quarenta, a experiência tinha me mostrado que o que valia mesmo a pena era ser inteligente e comecei então julgar as pessoas pela sua inteligência. E só respeitava quem julgava ser mais inteligente que eu. Que coisa mais desinteligente!

Hoje já na casa dos cinqüenta, não tenho dúvidas: Uma pessoa vale pela capacidade que tem de amar. Depois de ter vivido cinqüenta e dois anos e visto tudo que vi percebo que só o amor na sua forma mais sublime e desapegada, o amor incondicional poderá salvar este planeta do caos que nós mesmos impomos a ele.

E, por começar a entender este amor, que transcende a meu ego, eu humildemente peço a Deus que quando chegar aos sessenta pare de julgar as pessoas. Sejam elas como forem, feias, bonitas, ricas, pobres, fracas ou fortes, inteligentes ou não. Quero poder aceitar a todos como verdadeiros irmãos. Até porque somos bem parecidos com fraquezas, forças, vícios e virtudes bem semelhantes. Quem sabe um dia eu poderei enxergar a luz que existe dentro do ser e poder ver o mestre num menino, um sábio num mendigo, um monge num assassino. Às vezes eu penso que se a gente parasse de julgar uns aos outros e utilizássemos esta energia para observar cada um o seu próprio comportamento, ocuparíamos todo o tempo disponível a ponto de não dar para administrar a vida alheia e as relações seriam bem mais produtivas.
Não acha?

Para conhecer mais sobre a Monica Santos: http://monykinha.zip.net/

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3 Comentários até o momento

Cleide em quarta, 27/05/09 19:01

É incrivél que temos que amadurecer para podermos avaliar o verdadeiro conceito do amor. Quanto tempo perdido, quandas vidas sofridas, sem sabedoria sobrevivemos, mas sem o amor para conduzir o ser humano, nada somos.
Que Deus nos de a sapiencia e ilumine nossas vidas, para que possamos construir e não destruir.

maria em terça, 14/04/09 20:25

Nossa realmente foi um ótiimo conceito e realmente quem pensa naõ somente em si ' vêh o mundo assim pensando em todos sem preconceitos em um mundo melhor que todos realmente abram suas mentes e veja o mundo de uma maneiira bem assim diferente :D

Antonio filho em sábado, 14/03/09 10:35

Muito verídico esse conceito, adimirável e é uma boa realização de um bm proficional,, parabén a quem desenvolveu essa idéia!!