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Aceito, compartilho e defendo a ideia do feminino. Desde sempre (pelo menos desde que entendi por gente) sou a favor da igualdade dos gêneros, sem supor, claro, a submissão ou subjugação de quaisquer dos lados.Aceito, compartilho e defendo a ideia do feminino. Desde sempre (pelo menos desde que entendi por gente) sou a favor da igualdade dos gêneros, sem supor, claro, a submissão ou subjugação de quaisquer dos lados. Sejamos honestos, diferenças físicas, orgânicas à parte, somos mais do mesmo, mas um mesmo que junto pode fazer a diferença.

Sou feminista sim. Se hoje voto, se hoje trabalho fora, se hoje tenho espaço para este artigo e se o faço com liberdade de escrevê-lo e ser lida, é por nada menos que a igualdade dos sexos. Você que me lê está aí pensando na roupa que usará, estudando para a prova do mestrado ou simplesmente consultando o contracheque deste mês, convido-lhe para conhecer mais a respeito do feminismo. Leia, informe-se, não apenas julgue ou ignore como um radicalismo ao extremo de mulheres que “não tem mais o que fazer”.

Agora, que fique claro como água cristalina. Defendo o feminismo, mas não carrego sob os braços todas as mulheres do mundo que deveriam também defendê-lo. Ser feminista compreende a certeza de que sou igual a todos e que com essa igualdade vem não apenas os ganhos, mas os deveres. Deveres de caráter, de honestidade, de trabalho, de carinho, de respeito. Infelizmente não vejo todas as mulheres (assim como não vejo a totalidade de homens) lutando por se fazer respeitar. Algumas, pelo contrário, agem como se toda a conquista pela igualdade e o respeito que ela carrega não valesse mais que um instante de fantasia.

Exaltam-se de modo tão autosabotador que se submetem a papéis que vão do constrangimento em público à submissão no privado – ambos por escolha própria. Curioso que mesmo a essas o feminismo continua ativo, atuante, distante do sexismo exacerbado de seus colegas de rima ditos machismo e femismo. Pena que seja ignorado, deixado de lado, abandonado ou execrado em praça pública. É que as pessoas talvez não estejam preparadas para pensar e queiram viver para sempre na mesmice de igualar-se somente na ignorância de todos os dias.

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